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Prefeitura do Rio apresenta PAC Periferia Viva para urbanizar Rocinha com investimento de R$ 350 milhões

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09/02/26

Novo sistema de esgoto pode elevar a conta de água em até 70% na ZN

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O prefeito Eduardo Paes (PSD) participou neste sábado (7) da apresentação do plano de urbanização e infraestrutura do PAC Periferia Viva para a Rocinha, na Zona Sul. A iniciativa do governo federal, em parceria com a Prefeitura do Rio, prevê R$ 350 milhões em investimentos voltados principalmente a saneamento, mobilidade, abertura de vias e recuperação ambiental.

As obras serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e fazem parte de uma estratégia de requalificação urbana que, segundo a prefeitura, foi construída a partir do diálogo com moradores e lideranças da comunidade.

Plano prioriza saneamento, drenagem e acesso interno em áreas mais críticas da Rocinha
Durante a apresentação, Paes afirmou que o foco inicial das intervenções será resolver problemas básicos enfrentados diariamente pela população.

“O mais importante dessa obra é ajeitar as ruas da Rocinha. Fazer saneamento, esgoto, água e ter vias com drenagem e acesso. Vamos priorizar aquilo que é mais básico”, disse.

Ele também destacou a necessidade de controle da expansão territorial da comunidade para garantir a oferta de serviços públicos.

“Não pode mais continuar crescendo para os lados. Precisa ter limites claros para que a gente consiga garantir os serviços e estabelecer parâmetros urbanísticos”, afirmou Paes.

Projeto enviado ao Ministério das Cidades prevê participação direta dos moradores nas decisões
O projeto conceitual apresentado ao Ministério das Cidades tem como base o Plano Diretor da Rocinha. A próxima etapa prevê a elaboração de um plano de ação participativo, no qual os moradores poderão avaliar as propostas, apontar prioridades e sugerir ajustes de acordo com as demandas do território.

Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), nenhuma intervenção será executada sem discussão prévia com a comunidade.

“Todas as intervenções anunciadas aqui precisam de discussão e aprovação das lideranças e dos moradores da Rocinha. Essas ações vão acontecer e vão virar realidade”, disse.

Cavaliere afirmou ainda que o compromisso da gestão é priorizar áreas mais vulneráveis.

Abertura de ruas, terminal de transporte e recuperação ambiental estão entre as intervenções previstas
O plano prevê intervenções em cerca de 280 mil metros quadrados da Rocinha, com abertura de novas ruas e vias para melhorar a circulação interna, e inclui a implantação de um Sistema Urbano de Mobilidade.

O projeto também prevê a construção de um terminal de transporte com aproximadamente 3 mil metros quadrados, destinado à organização da mobilidade e ao funcionamento do comércio popular.

Já na área ambiental, estão previstas ações de requalificação de cerca de 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha, com melhorias de acesso, convivência e lazer.

PAC da Rocinha inclui a comunidade na estratégia nacional de urbanização de favelas
O secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, afirmou que o PAC na Rocinha terá impacto direto na vida dos moradores. Para a técnica de saúde aposentada Maria de Lourdes Marques, de 70 anos, moradora da comunidade, a expectativa é de mudança real.

“Vai ser muito importante para a favela. Vai tirar muitas famílias da situação ruim em que vivem. Temos de acreditar”, disse.

Coordenado pelo Ministério das Cidades, o PAC Periferia Viva tem como princípio a construção de políticas públicas a partir do diálogo com os territórios, associando investimentos em infraestrutura à participação social e à melhoria das condições de vida nas periferias.

Prefeitura do Rio apresenta PAC Periferia Viva para urbanizar Rocinha com investimento de R$ 350 milhões

A entrada em operação do novo sistema de esgotamento sanitário da Zona Norte de Natal permitirá a cobrança da tarifa de esgoto nos bairros atendidos, o que pode elevar a conta de água em até 70%. A mudança ocorre com o início da operação da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jaguaribe, que amplia gradualmente a cobertura da região de cerca de 3% para até 95%, segundo a Caern.

De acordo com a Caern e a Arsban, a cobrança é prevista no Marco Legal do Saneamento e em normas nacionais e locais. Nos sistemas convencionais, a taxa corresponde a 70% do consumo de água; nos sistemas condominiais, o percentual cai para 35%. Um consumidor que hoje paga R$ 51 pode passar a pagar cerca de R$ 86. A Arsban esclarece que o aumento máximo se aplica apenas aos sistemas convencionais.

A ligação do imóvel à rede é obrigatória quando o serviço estiver disponível, e a cobrança pode ocorrer mesmo sem a ligação interna, desde que os prazos legais sejam cumpridos. A adequação interna é responsabilidade do proprietário, enquanto a interligação externa segue padrões da Caern. A Agência Nacional de Águas (ANA) autoriza a cobrança pela disponibilidade do serviço para estimular a universalização do saneamento.

Os moradores serão comunicados com antecedência mínima de 90 dias, período destinado à orientação. A Caern alerta que a ligação não deve ser feita antes do aviso oficial, pois o sistema ainda está em fase de testes, e conexões antecipadas podem causar problemas técnicos e retorno de esgoto.

A nova fase começa com a operação da ETE Professor Cícero Onofre de Andrade Neto (ETE Jaguaribe), que recebeu Autorização de Testes Operacionais do Idema com validade de 180 dias. A estação utiliza tratamento terciário e recebeu investimento de R$ 280 milhões, dentro de um montante superior a R$ 1 bilhão aplicado no saneamento da capital.

A Caern não detalhou quantas unidades serão impactadas nem prazos para cobrança, afirmando que o sistema ainda está em testes e que aguarda definições sobre projetos de lei que podem impedir cobranças adicionais. Atualmente, Natal tem 91.828 economias com esgoto, sendo 6.035 na Zona Norte. A expectativa é de 71 mil novas ligações, elevando a cobertura da cidade de 41% para cerca de 75%.

Experiências semelhantes já ocorreram em Natal, como em 2010 com a ETE do Baldo, e em São José de Mipibu em 2023, quando a cobrança passou a ser aplicada após a disponibilização do serviço. A ETE Jaguaribe, anunciada em 2016, enfrentou atrasos, mudanças de projeto e questionamentos ambientais, mas agora entra em fase de testes com previsão de operação a partir de fevereiro de 2026.

Novo sistema de esgoto pode elevar a conta de água em até 70% na ZN

"Datacenters são, ao mesmo tempo, símbolo e motor da era digital. Eles sustentam a inteligência artificial, o streaming, a ciência de dados, a medicina de precisão e praticamente toda a infraestrutura tecnológica que molda o século XXI. Mas também carregam um paradoxo: podem ser vistos como 'parasitas digitais', drenando energia e água em escala gigantesca, ou como infraestrutura crítica, tão essencial quanto portos, rodovias e redes elétricas.

O Brasil está diante de uma encruzilhada estratégica. De um lado, possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, abundância de energia solar e eólica, e polos de inovação capazes de transformar datacenters em motores de desenvolvimento sustentável. De outro, enfrenta riscos de desperdício energético, crises hídricas e pressões territoriais que podem transformar esses empreendimentos em enclaves improdutivos.

A questão central não é se devemos ou não atrair datacenters, mas como, onde e com quais contrapartidas. O país pode se tornar protagonista da economia digital global, aproveitando inclusive a energia limpa que hoje é desperdiçada no Nordeste, com apoio de tecnologias de armazenamento por baterias que garantem operação 100% renovável. Ou pode repetir erros de outras nações, permitindo que datacenters se tornem vilões ambientais e sociais.

Este artigo, dividido em cinco partes, percorre o debate conceitual, os impactos ambientais e sociais, as oportunidades estratégicas, os caminhos e critérios de implantação e, por fim, o papel singular do Nordeste brasileiro. Mais do que uma análise técnica, é um convite a pensar o futuro digital do país com visão estratégica e responsabilidade.

Parte 1 – O Debate Conceitual: Parasitas ou Infraestrutura Crítica?
A provocação feita pelo neurocientista Miguel Nicolelis, ao chamar datacenters de 'parasitas digitais', trouxe à tona uma inquietação legítima: o impacto crescente dessas estruturas sobre energia, água e território. Mas a metáfora, embora poderosa, erra o alvo. Reduzir datacenters a parasitas é como reduzir portos a 'buracos na costa' ou rodovias a 'cicatrizes no solo' — uma simplificação que ignora sua função sistêmica.

Datacenters são hoje tão estratégicos quanto redes elétricas, telecomunicações ou rodovias. Sem eles, não há inteligência artificial, ciência de dados, medicina de precisão, automação industrial ou pesquisa avançada. O próprio trabalho científico contemporâneo depende de clusters de processamento intensivo, simulações e aprendizado de máquina. Criticar a infraestrutura que sustenta esse ecossistema equivale a criticar estradas enquanto se dirige um automóvel.

O debate, portanto, não deveria ser 'datacenters sim ou não', mas como, onde e com quais contrapartidas. A digitalização, a automação e a eletrificação não são escolhas ideológicas: são processos irreversíveis. A questão é se o Brasil participará deles de forma planejada e soberana, ou se continuará exportando energia barata e importando valor agregado digital.

Os datacenters não são parasitas: são infraestrutura crítica do século XXI. O risco não está na sua existência, mas na ausência de estratégia para integrá-los de forma sustentável e produtiva.

Parte 2 – Impactos Ambientais e Sociais
Se os datacenters são infraestrutura crítica, também são grandes consumidores de recursos naturais. O debate sobre sua implantação no Brasil precisa encarar de frente os impactos ambientais e sociais que acompanham essa expansão.

Consumo de Energia

Em escala global, os datacenters já respondem por cerca de 1% da eletricidade mundial. No Brasil, em 2024, representaram 1,7% do consumo elétrico nacional, com projeção de chegar a 3,6% até 2029. Um único datacenter médio pode demandar mais de 10 MW, equivalente ao uso de 8 mil residências. A expansão da inteligência artificial, do streaming e da computação em nuvem tende a multiplicar esse consumo, pressionando redes elétricas locais e exigindo planejamento robusto.

Consumo de Água

O resfriamento dos servidores depende de grandes volumes de água. Cada interação com sistemas de IA pode consumir entre 10 e 25 ml de água, e a geração de imagens multiplica esse gasto em até 30 vezes. Em regiões com escassez hídrica, esse uso compete diretamente com abastecimento humano e agrícola. Embora tecnologias de resfriamento líquido e reuso possam reduzir em até 40% o consumo, o impacto permanece significativo.

Emissões e Pegada de Carbono

Quando não integrados a matrizes renováveis, os datacenters ampliam emissões de CO₂ e podem gerar ilhas de calor em áreas urbanas. Mesmo em países com matriz relativamente limpa, como o Brasil, a concentração de consumo energético em pontos específicos intensifica a pegada de carbono local.

Planejamento Territorial

Datacenters exigem grandes áreas físicas e infraestrutura elétrica e hídrica robusta. Mal localizados, tornam-se enclaves improdutivos, sem conexão com a economia regional, e podem gerar conflitos com comunidades locais. A ausência de planejamento urbano e regulatório transforma oportunidades em problemas.

Impactos Econômicos e Sociais

Apesar dos investimentos bilionários, os empregos diretos gerados após a fase de construção são relativamente poucos. O saldo líquido pode ser negativo se não houver contrapartidas em inovação, educação tecnológica e integração com indústrias locais. Por outro lado, quando bem planejados, os datacenters podem atrair investimentos, estimular a formação de mão de obra qualificada e fortalecer a soberania digital.

Os datacenters carregam um paradoxo: podem ser motores da economia digital ou enclaves improdutivos que pressionam energia, água e território. O divisor de águas é o planejamento.

Parte 3 – Oportunidades Estratégicas para o Brasil
Se os impactos ambientais e sociais dos datacenters são reais e exigem atenção, o Brasil possui uma vantagem estrutural rara: uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com mais de 80% da energia proveniente de fontes limpas, especialmente hidrelétrica, eólica e solar. Em um mundo pressionado por metas de descarbonização, essa condição transforma o país em candidato natural a sediar datacenters sustentáveis.

Energia Renovável como Ativo Estratégico

A abundância de energia limpa não é apenas uma vantagem ambiental, mas também competitiva. Grandes plataformas digitais já investem em autoprodução de energia renovável e armazenamento. O Brasil, com sua complementaridade regional (vento no Nordeste, sol no Centro-Oeste, hidrelétricas no Sul e Sudeste), pode oferecer resiliência e diversidade energética que poucos países possuem.

Integração com Polos de Inovação

Datacenters não devem ser vistos como enclaves isolados, mas como motores de ecossistemas digitais. Quando integrados a polos de inovação, universidades e indústrias tecnológicas, tornam-se catalisadores de pesquisa, educação tecnológica e novos serviços digitais. Recife, com o Porto Digital, e Belo Horizonte, com seu ecossistema de startups, são exemplos de regiões que poderiam se beneficiar dessa sinergia.

Conectividade Internacional

Fortaleza já é hub estratégico de cabos submarinos que conectam o Brasil à Europa e aos Estados Unidos. Essa infraestrutura de interconexão internacional é essencial para reduzir latência e atrair empresas globais. Associada ao potencial energético renovável do Nordeste, cria uma combinação única de conectividade e sustentabilidade.

Exemplos Internacionais

Casos como Irlanda e Países Baixos mostram que a ausência de planejamento pode transformar datacenters em vilões ambientais. Mas também há exemplos positivos: nos Estados Unidos, grandes empresas têm investido em autoprodução de energia solar e eólica para sustentar seus datacenters. O Brasil pode aprender com ambos os cenários, evitando erros e replicando boas práticas.

Soberania Digital

Atrair datacenters sustentáveis não é apenas uma questão de infraestrutura, mas de soberania. Sem capacidade computacional própria, o país corre o risco de exportar energia barata e importar valor agregado digital. Com planejamento, pode se tornar protagonista da economia digital, em vez de mero hospedeiro de consumo intensivo.

O Brasil tem condições únicas de transformar datacenters em infraestrutura estratégica de desenvolvimento digital sustentável. O desafio não é negar sua implantação, mas aproveitar as vantagens energéticas e territoriais para posicionar o país como polo global no século XXI.

Parte 4 – Caminhos e Critérios para Implantação
O dilema brasileiro não é se devemos ou não ter datacenters, mas onde implantá-los, com quais contrapartidas e sob quais condições. A escolha do local e do modelo de operação define se eles serão motores de desenvolvimento ou focos de risco socioambiental.

Onde Não Implantar

Regiões com escassez hídrica: Sertão nordestino e áreas metropolitanas com crises recorrentes de abastecimento (ex.: Região Metropolitana de São Paulo).
Infraestrutura elétrica frágil: interior da Amazônia e áreas remotas do Norte, onde redes são instáveis e de alto custo de transmissão.
Áreas ambientalmente sensíveis: Amazônia Legal, Pantanal e zonas costeiras frágeis, sob risco de desmatamento indireto e impacto ecológico.
Capitais densas e saturadas: Rio de Janeiro, Recife e Salvador, onde a pressão urbana já compromete energia, água e território.

Onde Implantar

Nordeste Litorâneo (Fortaleza, RN, Recife): abundância de energia eólica e solar, proximidade de cabos submarinos internacionais, ecossistemas digitais emergentes.
Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul): áreas amplas, energia solar crescente e integração com agronegócio digital.
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul): clima ameno, rede elétrica robusta e proximidade de polos industriais.
Interior de Minas Gerais: energia renovável abundante, linhas de transmissão consolidadas e sinergia com universidades e polos de inovação.
São Paulo e Rio de Janeiro: hubs consolidados de interconexão digital, mas exigem compensações ambientais e eficiência hídrica rigorosa.

Estratégias de Mitigação

Descentralização: distribuir datacenters em regiões com abundância energética e menor pressão urbana.
Eficiência hídrica e energética: adotar resfriamento líquido, reuso de água e autoprodução renovável.
Contrapartidas sociais: investir em inovação local, educação tecnológica e infraestrutura comunitária.
Governança regulatória: assegurar transparência no consumo de recursos e integração com políticas de desenvolvimento regional.

Os datacenters não são vilões nem salvadores. São infraestrutura crítica que pode impulsionar o Brasil para o século XXI digital — ou se tornar enclaves improdutivos que drenam recursos sem retorno. O risco não está nos datacenters em si, mas na ausência de estratégia. Planejamento energético, hídrico e territorial é o que define se eles serão motores de inovação e soberania digital ou apenas 'parasitas digitais' em território nacional.

Parte 5 – A Implantação de Datacenters no Nordeste Brasileiro
O Nordeste brasileiro reúne condições únicas para se tornar um polo internacional de infraestrutura digital. A região combina abundância de energia renovável, conectividade global e ecossistemas de inovação emergentes. Mas há um aspecto pouco discutido que pode transformar os datacenters em aliados estratégicos: o aproveitamento da energia hoje desperdiçada e o uso de tecnologias de armazenamento.

Energia Renovável e Desperdício Atual

O Nordeste é líder nacional em geração eólica e solar. No entanto, a rede elétrica brasileira ainda enfrenta gargalos de transmissão e limitações de armazenamento. Isso significa que parte significativa da energia produzida é simplesmente cortada ou não utilizada, especialmente em horários de pico de geração. Datacenters, por sua demanda contínua e previsível, podem funcionar como consumidores estáveis dessa energia excedente, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do sistema elétrico.

Armazenamento por Baterias: A Chave da Sustentabilidade

Com a evolução das tecnologias de baterias, já é possível armazenar grandes volumes de energia renovável e garantir fornecimento contínuo. Isso significa que, no Nordeste, todo o funcionamento dos datacenters poderia ser sustentado exclusivamente por fontes limpas como solar e eólica, sem depender de matrizes fósseis.

Resiliência Energética: baterias permitem que os datacenters operem mesmo em períodos de baixa geração solar ou eólica.
Autonomia Sustentável: a combinação de geração renovável + armazenamento garante que os datacenters não sobrecarreguem a rede elétrica local.
Integração Inteligente: sistemas híbridos podem equilibrar oferta e demanda, transformando os datacenters em parte da solução energética, e não do problema.

Vantagens Estratégicas

Consumo Contínuo: datacenters operam 24 horas por dia, absorvendo energia que hoje é desperdiçada.
Conectividade Internacional: Fortaleza é hub de cabos submarinos, conectando o Brasil à Europa e aos EUA. Associar essa conectividade ao uso de energia limpa cria uma vantagem competitiva rara.
Ecossistemas Locais: Recife e Fortaleza podem se beneficiar diretamente da proximidade com datacenters, estimulando inovação e pesquisa aplicada.

Riscos e Mitigações

Escassez Hídrica: exige tecnologias de resfriamento líquido e reuso de água.
Pressão Urbana: capitais precisam de contrapartidas em infraestrutura e planejamento territorial.
Dependência Externa: sem políticas de soberania digital, há risco de que os datacenters sirvam apenas a grandes plataformas globais.

Caminho Possível

Transformar desperdício em oportunidade: vincular datacenters à absorção da energia renovável cortada.
Armazenamento como pilar: exigir que novos datacenters incorporem sistemas de baterias para garantir operação 100% limpa.
Descentralizar a implantação: levar parte da infraestrutura para municípios do interior com abundância energética.
Exigir contrapartidas locais: investimentos em educação tecnológica, inovação e infraestrutura comunitária.
No Nordeste, datacenters podem ser mais do que consumidores intensivos de energia: podem ser soluções para aproveitar e armazenar energia limpa que hoje é desperdiçada. Com a tecnologia de baterias, é possível garantir que todo o funcionamento seja sustentado por fontes renováveis, transformando a região em referência mundial de infraestrutura digital sustentável."

Datacenters no Brasil: parasitas ou motores do futuro?

OGoverno do Brasil, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aprovou R$ 7,2 bilhões para agricultores que tiveram perda significativa da safra em função de eventos climáticos e passaram a enfrentar dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. O programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais abriu protocolo no dia 16 de outubro de 2025, e o prazo para contratação das operações encerra em 10 de fevereiro. Com isso, as operações precisam ser protocoladas no BNDES até esta sexta-feira, 6.

Com esse programa, o governo do presidente Lula está permitindo que os produtores rurais possam quitar suas dívidas e reorganizar suas finanças, dando condições para a retomada das suas atividades. Cerca de 50% de todas as operações aprovadas nesse programa foram destinadas a agricultores familiares que têm papel relevante na segurança alimentar e no desenvolvimento das regiões onde atuam"

Aloizio Mercadante
Presidente do BNDES
A iniciativa atendeu, até esta quarta-feira, 4 de fevereiro, produtores de 738 municípios, distribuídos em 22 estados. Foram aprovadas cerca de 26,8 mil operações, com um tíquete médio de R$ 269 mil.

"Com esse programa, o governo do presidente Lula está permitindo que os produtores rurais possam quitar suas dívidas e reorganizar suas finanças, dando condições para a retomada das suas atividades. Cerca de 50% de todas as operações aprovadas nesse programa foram destinadas a agricultores familiares que têm papel relevante na segurança alimentar e no desenvolvimento das regiões onde atuam”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

RECURSOS — O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais reservou pelo menos 40% dos recursos para produtores beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio aos Médio Produtores (Pronamp), segmentos mais vulneráveis aos efeitos das perdas de safra. O restante atende produtores rurais enquadrados em diferentes linhas de crédito agrícola, conforme a demanda e os critérios do programa.

Dos recursos reservados para agricultores familiares e médios produtores (Pronaf e Pronamp), foram aprovados R$ 4,6 bilhões, cerca de 96% do total destinado a estes produtores (R$ 4,8 bilhões), em 24,1 mil operações.

CONDIÇÕES — O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais oferece prazo de até nove anos para pagamento do crédito, incluído até um ano de carência. Os recursos do programa podem ser utilizados para a liquidação ou amortização de operações de crédito rural de custeio e investimento, bem como de Cédulas de Produto Rural (CPR), inclusive contratos mais recentes, desde que os produtores tenham sido impactados por eventos climáticos e atendam aos critérios do programa.

Os financiamentos podem ser contratados por produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas, por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES.

O acesso ao programa é destinado a produtores rurais localizados em municípios com recorrência de eventos climáticos adversos reconhecidos pelo Governo Federal, conforme as listas de elegibilidade publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, os produtores devem comprovar, por meio de laudo técnico, perdas relevantes de produção em duas ou mais safras recentes, em conformidade com os critérios estabelecidos na regulamentação do programa.

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