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Universalização do saneamento até 2033 é vista como improvável por especialistas

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13/07/26

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Maio

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09:00 - 13:00

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25, 26 e 27

Maio

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01 ,02, 03

Junho

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08:30 - 17:30

São Paulo - SP

18, 19

Junho

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09:00 - 13:00

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Cerca de 20% dos municípios brasileiros ainda não possuem agência reguladora de saneamento, um dos entraves apontados por especialistas para o atraso na universalização dos serviços de água e esgoto no país. A avaliação foi feita durante o VII Fórum Novo Saneamento, encerrado no último dia 13 de maio, em São Paulo, onde representantes do setor consideraram improvável o cumprimento da meta prevista para 2033 pela Lei 14.026/2020.

O encontro reuniu presidentes de companhias estaduais, executivos de operadoras privadas, advogados e especialistas em financiamento e regulação. Apesar do avanço registrado nos últimos anos, os participantes avaliaram que o prazo restante de sete anos não será suficiente para universalizar os serviços.

O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece como principal objetivo ampliar o acesso aos serviços básicos de saneamento no país até 2033. A meta prevê que 99% da população brasileira seja atendida com abastecimento de água potável e que 90% tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

“Estimam que entre R$ 600 e até R$ 900 bilhões são necessários para a gente encontrar essa meta em 2033. Isso daria uma taxa que, hoje, seria quase duas vezes a taxa de investimento em valores do que é feito normalmente. Então, seria mais que dobrar os investimentos que, hoje, são feitos anualmente para encontrar essa meta. Mas, não encontrar essa meta em 2033, de maneira nenhuma significa um fracasso ou algo que a gente possa desabonar os avanços que foram feitos no setor”, afirmou Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria.

Falta de regulação e sistemas autônomos
Segundo Lebelein, a ausência de estruturas regulatórias em parte dos municípios ainda dificulta o avanço da cobertura. "Há também a questão dos sistemas autônomos, a maior parte deles municipais, que não foram contemplados pelas exigências do marco legal”, disse.

O consultor mediou um painel com representantes de operadoras privadas para discutir questões que vêm impactando as concessionárias em diferentes estados, entre elas o reequilíbrio financeiro dos contratos, a pressão tarifária e os efeitos da reforma tributária sobre as contas de água.

Reequilíbrio contratual trava investimentos
As concessionárias privadas relataram que a demora nos processos de reequilíbrio contratual tem afetado os cronogramas de investimento. Segundo representantes do setor, muitas empresas assumem concessões e encontram condições diferentes das previstas originalmente, com necessidade maior de obras, redução de perdas e ampliação da infraestrutura.

“Na maioria das vezes, os agentes regulatórios não estão preparados para lidar com esse assunto”, afirmou Edgar Perlotti, gerente de regulação da Iguá Saneamento.

A diretora regulatória e de compliance do grupo BRK, Juliana Rayel Chequi, considerou que é difícil manter investimentos em um contrato desequilibrado. “Superar esse descompasso é essencial para colocar as metas estabelecidas nos trilhos novamente”, avaliou

Para Cíntia Araújo, gerente executiva da área de regulação da Aegea, parte do problema começa ainda na modelagem dos projetos. “Isso acaba paralisando investimentos importantes”, concluiu.

Cenários da universalização 
A 18ª edição do Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, indica que 28 municípios do país já alcançaram a universalização do abastecimento de água. Entre eles, 11 registram cobertura total de 100%, com predominância de cidades do estado de São Paulo. Os outros 17 municípios apresentam índices iguais ou superiores a 99%, distribuídos entre as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

O estudo tem como base os 100 municípios mais populosos do Brasil e utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), com ano de referência de 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.

Apesar dos avanços registrados, o levantamento aponta que as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam as maiores dificuldades para alcançar a universalização completa e equilibrada do abastecimento de água.

Entre os casos destacados, Recife (PE) aparece com 78,93% de cobertura de abastecimento. Já Porto Velho (RO) ocupa a última posição entre os 100 municípios analisados, com 30,74% de atendimento.

Universalização do saneamento até 2033 é vista como improvável por especialistas

Desde o início da gestão do Prefeito Gentil Neto, a Autarquia intensificou os investimentos em obras de extensão, redimensionamento e interligação da rede, acompanhando o crescimento da cidade e atendendo demandas históricas da população. Em pouco mais de um ano, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Caxias ultrapassou a marca de 20 km de nova rede de abastecimento, reforçando o compromisso com a expansão do acesso à água tratada e promovendo mais dignidade para a população.

Somente no ano passado, foram instalados mais de sete quilômetros de rede de abastecimento e, em 2026, 12 km já foram executados, beneficiando dezenas de famílias em diversos bairros e povoados de Caxias.

As ações contemplaram comunidades como Barriguda, Buriti Doce, Maribondo e bairros como Sulina, Pampulha e Vila Esperança. O trabalho segue um planejamento técnico rigoroso, que envolve estudos de viabilidade, análise da pressão existente na rede e elaboração de projetos específicos para garantir a eficiência e a regularidade do abastecimento.

Entre as obras de destaque está a ampliação da rede do povoado Barragem, localizado no 1º Distrito de Caxias, onde foram instalados cerca de quatro quilômetros de tubulação, beneficiando 58 famílias com acesso à água tratada dentro das residências. A iniciativa integra os investimentos da Prefeitura de Caxias, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, para fortalecer a infraestrutura hídrica do município.


“Há 12 anos a gente vinha pedindo esse abastecimento. Era um sofrimento grande para as famílias, que buscavam água de carro de mão, bicicleta e de onde fosse possível. Hoje, estamos felizes por ver a água chegando à casa dos moradores”, destacou a presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do povoado Barragem, Rosenilde dos Santos.

O trabalho de ampliação da rede também alcançou comunidades como Jacurutu II, que recebeu mais de um quilômetro de nova tubulação, melhorando significativamente a distribuição e garantindo maior regularidade no abastecimento de água para cerca de 40 famílias.

Segundo o Gerente Executivo Operacional do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Caxias, João Átila, essas ampliações garantem mais qualidade de vida para as famílias que vivem na zona rural. Além de levar água tratada até as residências, elas oferecem mais segurança no abastecimento e mais conforto para o dia a dia da população. A água é um recurso essencial à vida. Por isso, é fundamental que cada família tenha acesso a um fornecimento regular, seguro e de qualidade. É esse compromisso que o SAAE busca fortalecer por meio da expansão da rede de abastecimento, levando dignidade, saúde e bem-estar para quem mais precisa.

Além da ampliação da cobertura hídrica, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto tem investido continuamente em ações de setorização, substituição e modernização da rede de abastecimento, tornando o sistema mais eficiente e preparado para atender às demandas atuais e futuras da população caxiense. “Em 2026, a Prefeitura de Caxias, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Caxias, tem intensificado os investimentos em saneamento básico, com foco na ampliação e na melhoria do abastecimento de água. Estamos implantando novos poços, expandindo a rede de distribuição, realizando novas ligações domiciliares e, principalmente, investindo na modernização do nosso sistema. A automação é hoje um dos nossos principais avanços, porque permite o monitoramento em tempo real de toda a operação, tornando o trabalho das equipes mais ágil, eficiente e preciso. Isso se reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados e na segurança do abastecimento para a população” destaca o Diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Caxias, Evimar Barbosa.

Com planejamento, responsabilidade e compromisso social, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Caxias reafirma sua missão de expandir o acesso à água tratada, promovendo desenvolvimento sustentável e transformando a realidade das comunidades por meio de investimentos permanentes em saneamento básico e infraestrutura hídrica.

Serviço Autônomo de Água e Esgoto amplia rede de abastecimento para garantir acesso à água tratada em Caxias

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realizará, na próxima segunda-feira (13), uma nova etapa das obras de modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iraí. Para a execução dos serviços, será necessário interromper temporariamente o abastecimento de água em bairros de Curitiba e de outros seis municípios da Região Metropolitana.

Os trabalhos terão início às 8h e fazem parte da fase final de um cronograma de melhorias na unidade, considerada uma das principais do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC). A previsão da companhia é que o fornecimento de água seja restabelecido de forma gradativa até a manhã de terça-feira (14).

A interrupção poderá atingir bairros de Curitiba, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Colombo, Pinhais, Piraquara e Quatro Barras.

Segundo a Sanepar, a obra inclui a instalação de novos conjuntos de bombeamento, substituição de válvulas, ampliação da estrutura de tratamento e adequações que irão facilitar a operação e a limpeza dos reservatórios de água tratada. A ETA Iraí responde por aproximadamente 30% do abastecimento de água da capital e dos municípios atendidos pelo sistema integrado.

Para que os moradores possam verificar se o endereço será impactado, a companhia disponibiliza uma consulta por meio de um mapa interativo em seu site e também pelo aplicativo Minha Sanepar.

Durante o período de manutenção, a orientação é que a população utilize a água de forma consciente, priorizando o consumo para alimentação, preparo de alimentos e higiene pessoal. A Sanepar também reforça que os imóveis devem contar com caixa-d’água com capacidade mínima de 500 litros, conforme determina a regulamentação da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), garantindo autonomia de abastecimento por pelo menos 24 horas.

Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Sanepar, que funciona 24 horas por meio do telefone 0800 200 0115. É recomendado ter em mãos a conta de água ou o número da matrícula do imóvel para agilizar o atendimento.

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Em agenda institucional realizada em Brasília nesta quarta-feira (8), o diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, participou de reuniões com representantes do Governo Federal para tratar da captação de recursos destinados à elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Operacional para a implantação da Reserva Estratégica Hídrica de Rio Branco.

A primeira reunião ocorreu na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades, com o secretário Márcio Leão Coelho e o coordenador-geral de Repasses a Empreendimentos de Água e Esgoto, Gilson Pires da Silva.

Durante o encontro, foram apresentadas as necessidades do município e discutidas alternativas de apoio do Governo Federal para viabilizar o estudo, considerado uma etapa fundamental para a estruturação de futuros investimentos voltados ao fortalecimento do sistema de abastecimento de água da capital.

Na sequência, a comitiva esteve na Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, onde foi recebida pelo diretor do Departamento de Obras Hídricas (DOH) e secretário nacional substituto, Dr. Marcus Vinicius.

“Estamos trabalhando para antecipar soluções e preparar Rio Branco para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A captação de recursos para esse estudo é um passo importante para estruturarmos uma Reserva Estratégica Hídrica e garantirmos mais segurança no abastecimento de água da nossa população”, destacou o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira.jui

Durante as agendas, a equipe reforçou a importância da implantação da Reserva Estratégica Hídrica como uma solução de longo prazo para ampliar a segurança hídrica da capital acreana, especialmente diante dos desafios enfrentados durante os períodos de estiagem. As reuniões também permitiram alinhar o projeto às políticas federais voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hídrica.

Participaram dos encontros o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira; o procurador jurídico da autarquia, Alefe Santos; o engenheiro Falcão; a representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), Maria Antônia; e o assessor do gabinete do deputado federal Eduardo Veloso, Marcos Alexandre, este último na reunião realizada no Ministério das Cidades.

As agendas reforçam o compromisso do Saerb em buscar parcerias e recursos para viabilizar projetos estruturantes, ampliando a segurança hídrica e fortalecendo o sistema de abastecimento de água de Rio Branco.

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